sexta-feira, 22 de maio de 2015
"Mais do que avaliar os argumentos contrários e favoráveis às políticas educacionais inclusivas, entre os pontos mais polêmicos está à complexa relação de igualdade - diferenças, que envolve o entendimento e a elaboração de tais políticas e de todas as iniciativas visando à transformação das escolas, para se ajustarem aos princípios inclusivos de educação”
Maria Tereza Eglér Mantoan
Rosângela Gavioli Prieto
Acho que toda nova experiência para qualquer profissional é um desafio. Ouvimos falar tanto em inclusão, mas muito de nós não vivemos e não sentimos isso de perto. E quando nos deparamos com essa realidade, somos obrigados a pensar. Mas, afinal, o que é inclusão?
Segundo o dicionário Aurélio, inclusão quer dizer: "Ato ou efeito de incluir."
Parece fácil, né?
Mas infelizmente, a realidade é outra.
A legislação determina que todas as crianças frequentem escolar regulares, mas há barreiras a serem quebradas. Por exemplo, os recursos limitados ou insuficiente para a garantia da educação para todos, acessibilidade física das escolar, adoção de abordagens pedagógicas flexíveis que respondam as diversas habilidades e necessidades dos estudantes, além de investimento no desenvolvimento dos professores para que deem suporte aos alunos com deficiência.
| Acessibilidade: Um direito de todos!! |
Mas, como bons profissionais e apaixonados pelo que fazemos, aceitamos viver diariamente, esse grande desafio, que é fazer valer o direito de inclusão de todos.
Tenho aprendido, principalmente à amar, independente da condição física ou psicológica de cada criança.
E ao mesmo tempo que aprendo com eles, tento ensinar.
Atualmente, sou professora numa turma de 5º ano do ensino fundamental numa escola pública. A turma é composta por 27 crianças, sendo, 17 meninas e 10 meninos, com idade entre 9 e 10 anos. Entre os meninos, está o pequeno Antônio Pedro, que tem 14 anos e foi diagnosticado com autismo de grau leve. A turma o recebeu com certo receio, mas no dia-a-dia, fui trabalhando a socialização com os pequenos.
E mais, um dia trabalhando a socialização, entreguei para cada um deles um folha em branco com o título "Meu amigo é especial", e pedi a cada um deles que desenhassem sobre esse título, e para minha surpresa, eles expressaram em seus desenhos, o quanto gostam do seu "amigo diferente."
Aqui estão alguns deles:

Olhem como eles expressaram no desenho, o quanto gostam do "amigo diferente."
Mas, ainda há outras dificuldades a serem vencidas...
Em conversa com uma colega de trabalho que tem em sua turma um aluno que foi diagnosticado com autismo grau grave, ela me respondeu:
1) Qual a sua reação ao saber que teria em sua turma um aluno com necessidades especiais?
Não vou negar que fiquei com medo de desconhecido, talvez por influência do que eu já sabia (por terceiros) a respeito do aluno.
2) A instituição tem a estrutura necessária para receber a criança com necessidades especiais?
Nenhuma escola possui essa estrutura que funciona adequadamente, infelizmente.
3) Encontrou alguma dificuldade com a turma em relação a receptividade desse aluno? Se sim, quais?
Não.
4) Qual foi o seu maior desafio ao se deparar com essa situação?
A comunicação, já que ele não fala.
Pois é, infelizmente cada realidade é uma realidade, e vamos no dia-a-dia, aprendendo a lidar com os novos desafios que surgem em sala de aula, mas com amor e paciência, vamos vencendo cada um deles. Porque entre a esperança, a fé e o amor, o maior destes, é o amor.
Com carinho...
Até a próxima!!


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